quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Carta aberta aos autores e colaboradores da Edita-Me

Após a iniciativa Concurso Talentos Fantásticos 2009, já muito foi escrito sobre a Edita-Me, tendo-lhe sido atribuídas as mais diversas pseudo(des)classificações enquanto editora, tomando como palco tanto o nosso blog como outros, assim como alguns fóruns.

Conforme sabem ou poderão constatar no nosso blog, não impedimos ninguém de comentar. Não limitamos os comentários a bloggers registados. Não moderamos, ou sequer eliminamos nenhum comentário, nem mesmo aqueles que podem ser considerados “ofensivos” ou no mínimo “menos próprios”.

Compreendemos que será difícil entender, ou encaixar, por parte de “interesses instalados”, que uma nova editora tenha não só a “ousadia” de se propor a fazer algo deste tipo, como ainda por cima, concretize aquilo a que se propõe.

Usamos da máxima transparência possível, desde a primeira hora até muito para além da última (como esta carta o comprova). Comunicamos constantemente com todos os autores, dando-lhes a atenção de que são merecedores: nada menos que toda, não deixando nenhuma questão por responder. E no final, tornamos públicas as tabelas de classificações, com o pormenor das subclassificações por categoria.

Assumimos todos os riscos, bem como todos os custos, desde a organização até à publicação, não exigindo nada aos autores. A participação foi livre, bem como a aquisição dos livros, tendo concedido aos autores o desconto possível.

A quem refere que o objectivo (conseguido) foi cobrir os custos com o lançamento, só há uma resposta: não sabem nitidamente do que falam!

Não é difícil criticar algo depois de estar feito. Planear, investir, trabalhar e concretizar é que o é.

No entanto, penso que será esclarecedor o facto de praticamente nenhum autor ter vindo a público, corroborar as tantas e tão más opiniões que outras pessoas, que nada têm a ver com o processo, que não participaram, que nitidamente não têm outro objectivo que não seja a tentativa de desacreditar a editora enquanto tal, tão rapidamente se apressaram a fazer.

E para isso, tudo foi válido.

Começando por uma tentativa inicial de espalhar a desconfiança de que de facto, tudo o que era proposto viesse a ser cumprido da forma como era estipulado (porque os prazos eram ridiculamente curtos, porque o número de autores a atingir – 50 – era utópico e que por isso iriam entrar todos, porque quando foi comunicado que o prémio seriam portáteis deveriam ser velhos e desactualizados, ou que no final iria ser comunicado que por falta de qualidade o júri decidira não atribuir os prémios, etc. etc. etc.);

Passando por - quando constataram que de facto tudo foi cumprido conforme o estipulado - um apressado discurso pseudo altruísta, em defesa dos “pobres autores” que se viram envolvidos numa enorme fraude e que não tiveram outra alternativa senão embarcar nela – como se a Edita-Me tivesse feito algum tipo de imposição ou obrigatoriedade do que quer que seja aos autores;

E terminando no livro, por ter demasiados autores, por a fonte não ser profissional, por as margens serem demasiado pequenas, pelo formato ser demasiado pequeno, pela mancha, pelo preço, pela qualidade, etc. etc. etc.

Optamos neste processo, por nos mantermos o mais possível à margem das múltiplas discussões que se foram gerando, pois estamos convictos que não é alimentando “guerras” que seremos bem sucedidos nos nossos intentos, mas sim com trabalho, empenho e transparência, como sempre o fizemos e mais uma vez o demonstramos.

Os nossos autores, anteriormente por nós publicados, sabem do que falo!

E os novos autores (ou qualquer outra pessoa), que queiram saber como é a nossa forma de trabalho, poderá através de uma simples consulta, sabê-lo. Como tem vindo a acontecer.

Este concurso não reflecte, como é óbvio e como qualquer pessoa minimamente bem intencionada facilmente depreenderá, a nossa forma de editar. Reflecte apenas a nossa vontade de, de uma forma não elitista e isenta de julgamentos pré-concebidos, descobrir novos autores e ao maior número possível dar-lhes alguma visibilidade. Obviamente que não é a maior ou a melhor possível, mas é alguma! Haveria outra forma de o fazer? Sim. Sem dúvida! Várias até! Mas estariam fora do nosso alcance. E aqueles para quem tal está ao alcance, não o fazem, preferindo optar por apostas seguras, sendo que nesta área são maioritariamente estrangeiras.

Apenas lamento, pelo envolvimento e ataques pessoais que fizeram ao vencedor da categoria conto (a quem envio desde já o meu abraço solidário) ao qual, há falta de melhores argumentos, proferiram uma acusação de plágio com base noutros trabalhos.

A todos os concorrentes e a todos os colaboradores neste projecto, o meu Muito Obrigado!

Porque estamos certos que fizemos o nosso melhor, mas que por se tratar de uma primeira iniciativa da editora desta natureza, poderemos certamente melhorar em diversos aspectos, enviei hoje um email a todos os concorrentes e colaboradores no projecto, no sentido de aferir a opinião individual de cada um, sobre os aspectos positivos e negativos que considerem ter ocorrido.

Estas sim, são as opiniões que de facto interessam e importam e serão tomadas na devida consideração.

A todos os demais, parafraseando esse ícone do humor nacional que infelizmente já não se encontra vivo e que completaria este mês 80 anos:

“Façam o Favor de Ser Felizes!”

Carlos Lopes.


PS: A antologia para além de continuar a poder ser adquirida on-line, no site da editora (ao preço de 18€ para os autores), estará disponível a partir da próxima segunda-feira (9/Nov) nos pontos de venda habituais com que a Edita-me trabalha, a saber-se:

Porto:
Livraria Poetria
Clube Literário do Porto
Labirintho Books

Lisboa:
Poesia Incompleta
Livraria Trama

11 comentários:

Anónimo disse...

Caro Carlos Lopes,

É natural que queira corrigir algo na sua carta aberta. O vencedor da categoria nunca foi acusado de se copiar a si próprio... a não ser na leitura deturpada de uma das leitoras do blog!
Apesar de não ter sido eu o autor dessas acusações, urgia fazer-lhe o reparo, já que ao ter respondido a essa leitora com uma pequena dose de ironia, pareço ter contribuido para a confusão em quem leu esses posts com menos cuidado (o que aparentemente também o vitimou a si).

A antologia acabei agora de a encontrar na caixa do correio ao chegar a casa. Prometo opinar em breve de forma mais concreta.

Assinalo apenas o facto da mesma incluir cor nas paginas de ilustração, o que acredito ter tido peso no preço. Facto esse que era para mim desconhecido até agora. Mas, como disse, ainda não pude fazer mais do que folhear a antologia.

Rogério

Edita-me disse...

Caro Rogério,

Apresento-lhe desde já o meu agradecimento quer pelo reparo, quer pela celeridade com que o fez.
Já procedi à rectificação necessária.

Anónimo disse...

Como a "leitora que lê as coisas deturpadas", relembro ao senhor Rogério que a acusação feita por David Ferreira foi precisamente de que o vencedor tinha copiado o protagonista daqui:

http://idobscurum.wordpress.com/2009/08/24/id-obscurum.

E qualquer pessoa com dois olhos pode confirmar a quem pertence o blog, o que mostra o quão ridícula a conversa de plágio era.

Maria.

Anónimo disse...

Para avivar as memórias:


David Ferreira:

"O pleno vem mesmo com o conto vencedor que na melhor das hipóteses se baseou profundamente na BD Rexmundi a conferir aqui:

http://www.rexmundi.net/story/index.html


melhor ainda é ver a enorme coincidência até do nome da personagem em:


http://idobscurum.wordpress.com/2009/08/24/id-obscurum.


o que na melhor das hipóteses faz com que deixe de ser inédito e como tal sem condições de concorrer."

Ludovico M. Alves

"Em segundo lugar, obrigado por ter visitado o meu blogue, criado para divulgar e explicar o complexo ambiente e história alternativa do universo onde pretendo incluir o meu conto. O projecto está em muito mal estado, testando uma ideia que não foi vista com grande receptividade, apresentando como diário de viagem entradas sobre eventos e locais que moldariam o séc. XIII."

Rui Silva:

"Este caso é mesmo digno de ir para a comunicação social, até mesmo para notícia de abertura de um qualquer telejornal, porque de facto, não é todos os dias que se vê alguém acusar um autor de plagiar o seu próprio blog!"

Existem mais referências a isto, mas aqui está uma no próprio autor. Posso continuar, mas os outros comentários estão cheios de comentários que provam esta ridícula acusação.

Maria.

Anónimo disse...

Maria,

se bem entendi a acusação de plágio prende-se com elementos do Rex Mundi, uma banda desenhada estrangeira.

Também reparei que o blog está devidamente identificado pelo autor, obviamente. Mas essa questão da personagem vem referida como tendo a ver com uma eventual violação das regras de eligibilidade do concurso, o que, para mim, é bem diferente da acusação de plágio.

Daí a nossa interpretação difente das acusações...

Rogério

Anónimo disse...

Acusação, aliás, que se revela absurda depois de ler o conto. Apesar de ter o mesmo personagem principal, a história é claramente diferente... e logo, respeitando a exigência do texto ser inédito.

Rogério

Anónimo disse...

Por "elementos", refere-se ao nome da BD ser um conceito apresentado no conto. Que como o autor referiu, tem origens teologicas e na sua raiz nada é mais do que "Rei do Mundo" em latim como vi alguém referir. A história nada tem a ver com um médico dos tempos modernos que parte em busca do Graal depois de um padre ser morto.

Aliás, nada podia haver menos semelhante. Por isso para mim, ambos os componentes da acusaçao, tanto o blog como a BD sao igualmente ridiculos.

Maria

Anónimo disse...

Não, refiro-me não apenas ao nome da BD como ao seu background (poder continuado da Igreja, caracteristicas "sobrenaturais", etc). Foi isso que, para mim, ficou implicito na acusação ("na melhor das hipóteses se baseou profundamente na BD Rexmundi").

Sim, depois de ler o conto, concordo em absoluto consigo quanto ao ridículo da acusação.

Aliás, mais depressa compararia o ambiente deste conto ao romance "Pavana", de Keith Roberts (publicado em Portugal, espante-se, pela... Saída de Emergência! - aconselho vivamente a sua leitura a quem tiver gostado do "Render da Guarda", uma das mais envolventes histórias alternativas que já li). Mas ler muito é isto mesmo, estar constantemente a encontrar pormenores semelhantes em obras díspares. Obviamente que daí ao plágio (ou até à "homenagem") vai um bom bocado!

Rogério

Anónimo disse...

Tenho de reler de novo o "Render da Guarda" para tirar isso do poder continuado da Igreja. Mas tem razao em que Pavana é a obra de ucronia que mais se parece.

Aliás, a grande curiosidade - e o que quero saber e espero que o autor nos conte mais tarde - que tenho é saber qual o ponto de divergência entre o mundo do "Render" e a história real.

Maria.

Filipe Santos disse...

Quer dizer: o livro é tão reles assim que nem a FNAC lhe pega? Bolas...

Diana Pereira disse...

As fotos do evento vão ser publicadas no blog?

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