Após a iniciativa Concurso Talentos Fantásticos 2009, já muito foi escrito sobre a Edita-Me, tendo-lhe sido atribuídas as mais diversas pseudo(des)classificações enquanto editora, tomando como palco tanto o nosso blog como outros, assim como alguns fóruns.
Conforme sabem ou poderão constatar no nosso blog, não impedimos ninguém de comentar. Não limitamos os comentários a bloggers registados. Não moderamos, ou sequer eliminamos nenhum comentário, nem mesmo aqueles que podem ser considerados “ofensivos” ou no mínimo “menos próprios”.
Compreendemos que será difícil entender, ou encaixar, por parte de “interesses instalados”, que uma nova editora tenha não só a “ousadia” de se propor a fazer algo deste tipo, como ainda por cima, concretize aquilo a que se propõe.
Usamos da máxima transparência possível, desde a primeira hora até muito para além da última (como esta carta o comprova). Comunicamos constantemente com todos os autores, dando-lhes a atenção de que são merecedores: nada menos que toda, não deixando nenhuma questão por responder. E no final, tornamos públicas as tabelas de classificações, com o pormenor das subclassificações por categoria.
Assumimos todos os riscos, bem como todos os custos, desde a organização até à publicação, não exigindo nada aos autores. A participação foi livre, bem como a aquisição dos livros, tendo concedido aos autores o desconto possível.
A quem refere que o objectivo (conseguido) foi cobrir os custos com o lançamento, só há uma resposta: não sabem nitidamente do que falam!
Não é difícil criticar algo depois de estar feito. Planear, investir, trabalhar e concretizar é que o é.
No entanto, penso que será esclarecedor o facto de praticamente nenhum autor ter vindo a público, corroborar as tantas e tão más opiniões que outras pessoas, que nada têm a ver com o processo, que não participaram, que nitidamente não têm outro objectivo que não seja a tentativa de desacreditar a editora enquanto tal, tão rapidamente se apressaram a fazer.
E para isso, tudo foi válido.
Começando por uma tentativa inicial de espalhar a desconfiança de que de facto, tudo o que era proposto viesse a ser cumprido da forma como era estipulado (porque os prazos eram ridiculamente curtos, porque o número de autores a atingir – 50 – era utópico e que por isso iriam entrar todos, porque quando foi comunicado que o prémio seriam portáteis deveriam ser velhos e desactualizados, ou que no final iria ser comunicado que por falta de qualidade o júri decidira não atribuir os prémios, etc. etc. etc.);
Passando por - quando constataram que de facto tudo foi cumprido conforme o estipulado - um apressado discurso pseudo altruísta, em defesa dos “pobres autores” que se viram envolvidos numa enorme fraude e que não tiveram outra alternativa senão embarcar nela – como se a Edita-Me tivesse feito algum tipo de imposição ou obrigatoriedade do que quer que seja aos autores;
E terminando no livro, por ter demasiados autores, por a fonte não ser profissional, por as margens serem demasiado pequenas, pelo formato ser demasiado pequeno, pela mancha, pelo preço, pela qualidade, etc. etc. etc.
Optamos neste processo, por nos mantermos o mais possível à margem das múltiplas discussões que se foram gerando, pois estamos convictos que não é alimentando “guerras” que seremos bem sucedidos nos nossos intentos, mas sim com trabalho, empenho e transparência, como sempre o fizemos e mais uma vez o demonstramos.
Os nossos autores, anteriormente por nós publicados, sabem do que falo!
E os novos autores (ou qualquer outra pessoa), que queiram saber como é a nossa forma de trabalho, poderá através de uma simples consulta, sabê-lo. Como tem vindo a acontecer.
Este concurso não reflecte, como é óbvio e como qualquer pessoa minimamente bem intencionada facilmente depreenderá, a nossa forma de editar. Reflecte apenas a nossa vontade de, de uma forma não elitista e isenta de julgamentos pré-concebidos, descobrir novos autores e ao maior número possível dar-lhes alguma visibilidade. Obviamente que não é a maior ou a melhor possível, mas é alguma! Haveria outra forma de o fazer? Sim. Sem dúvida! Várias até! Mas estariam fora do nosso alcance. E aqueles para quem tal está ao alcance, não o fazem, preferindo optar por apostas seguras, sendo que nesta área são maioritariamente estrangeiras.
Apenas lamento, pelo envolvimento e ataques pessoais que fizeram ao vencedor da categoria conto (a quem envio desde já o meu abraço solidário) ao qual, há falta de melhores argumentos, proferiram uma acusação de plágio com base noutros trabalhos.
A todos os concorrentes e a todos os colaboradores neste projecto, o meu Muito Obrigado!
Porque estamos certos que fizemos o nosso melhor, mas que por se tratar de uma primeira iniciativa da editora desta natureza, poderemos certamente melhorar em diversos aspectos, enviei hoje um email a todos os concorrentes e colaboradores no projecto, no sentido de aferir a opinião individual de cada um, sobre os aspectos positivos e negativos que considerem ter ocorrido.
Estas sim, são as opiniões que de facto interessam e importam e serão tomadas na devida consideração.
A todos os demais, parafraseando esse ícone do humor nacional que infelizmente já não se encontra vivo e que completaria este mês 80 anos:
“Façam o Favor de Ser Felizes!”
Carlos Lopes.PS: A antologia para além de continuar a poder ser adquirida on-line, no site da editora (ao preço de 18€ para os autores), estará disponível a partir da próxima segunda-feira (9/Nov) nos pontos de venda habituais com que a Edita-me trabalha, a saber-se:Porto:Livraria PoetriaClube Literário do PortoLabirintho BooksLisboa:Poesia IncompletaLivraria Trama